sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Contraír matrimónio na Alemanha?Não! Case na Dinamarca!

Ao fim de alguns meses , quem vive em união de facto na Alemanha , consegue compreender que não compensa viver assim e que o melhor é casar, pois economicamente há muitos incentivos.

Se for casado e a sua companheira não estiver a trabalhar, além de passar a estar coberta pelo seu seguro de saúde e de não ter que pagar por isso, o cônjuge que trabalha muda também para a classe 3 nos descontos e passa a receber mais 10% no seu salário mensalmente. Supondo que ganha 3000€ mensais, ao fim do mês passa a receber mais 300€ , só porque é casado! Faz toda a diferença!

Foi com isto em mente que decidimos que era hora de "dar o nó".

Dirigi-me à Burgeramt ( junta de freguesia) e perguntei quais eram os documentos necessários para contraír matrimónio ( devo dizer que perdi logo a vontade de casar naquele instante, pois pedem muitos documentos  - não é que seja difícil, mas o que desanima é que a maioria teria que ser traduzido para Alemão e só as traduções, que têm que ser certificadas, sairiam mais caras que o casamento, além do facto de ainda ser necessário pagar a um tradutor/ intérprete para nos traduzir o que estava escrito e era dito durante o casamento, já que ainda não dominamos bem a língua).

Foi então que, depois de investigar, nos apercebemos que, no seio da Europa, há um paraíso para os futuros cônjuges que se chama DINAMARCA. 
    
A Dinamarca não complica absolutamente nada, no que diz respeito a burocracias e só pede três documentos, para quem quer casar: passaporte , certificado de estado civil e comprovativo de residência,do país onde reside.

O único documento que tem que traduzir, caso o seu país não emita um certificado internacional, é o certificado de estado civil, para inglês.

Para avançar com o processo, há duas maneiras:

1) Contacta uma agência que trata do assunto ( é um pouco mais caro, mas é mais rápido e não tem que se preocupar com nada. Dependendo de quanto está disposto a pagar, pode ter casamento "express", sessão fotográfica e outros detalhes. Mesmo assim, sai mais barato que casar na Alemanha ).
Há muitas agências, com as quais pode entrar em contacto na Internet. Nós recorremos a esta, cujo site deixo aqui, e tudo correu muito bem, até nos tiraram fotografias com o nosso telemóvel, sem termos que pagar nada ( é um hábito muito recorrente nos noivos que casam na Dinamarca, segundo nos comentaram).

http://www.theweddingcompany.dk/


2) contacta o Município sem recorrer a agência (neste caso tem que estar muito atento, para perceber se não lhe faltam documentos e se tem tudo em ordem).

Copenhagen City Hall Wedding Office
Rådhusoplysningen
1599 Copenhagen V
Tel.: +45 3366 3366
Quando chega à Dinamarca, tem que ter os documentos originais, para os mostrar no município, um dia antes do casamento.

No dia do casamento, tem que ser pontual, pois fazem quarenta casamentos por dia, de Segunda a Sexta-feira e têm o tempo muito condicionado. A cerimónia demora apenas cinco minutos e falam em Inglês.

Algo MUITO IMPORTANTE: para que o casamento seja considerado válido fora da Dinamarca tem que ter Apostilha. Seja através da agência ( que cobra quase 150€) ou diretamente (25€).






terça-feira, 22 de novembro de 2016

Reciclagem de garrafas

Algo bastante positivo e estimulante na Alemanha  é receber a tara de garrafas de plástico ou cervejas , quando vamos ao supermercado , de forma a incentivar as pessoas a reciclar.

Exceptuando o valor das latas de cerveja, que pode variar, por cada garrafa de plástico ( seja grande, seja pequena) o consumidor recebe 0,25 cêntimos.
Estamos a dizer que, se tivermos 10 garrafas de plástico, recebemos 2,50€, o que já é um bom incentivo.

Podemos abater esse valor na hora de pagar as compras ou pedir que nos dêm o dinheiro.

Para verem como funciona, cliquem no seguinte link:
Reciclagem de garrafas Alemanha

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Os dois zoos de Berlim

Berlim é uma cidade paraíso para as crianças, não tanto pela sua beleza, mas pela multiplicidade de atividades que se podem fazer com as crianças.

Que criança não aprecia uma ida ao Jardim Zoológico?

Ao contrário da maioria das cidades, que só têm um jardim zoológico, Berlim tem dois: o Zoologischer Garten, na zona oeste da cidade e o Tierpark, na zona este.

Cada um tem o seu estilo.

Se me pergunta qual prefiro, respondo que os dois são bons, mas
gosto mais do Tierpark, que além dos animais, tem imensas áreas verdes e mais espaço, para que miúdos e graúdos caminhem, sob a sombra das árvores, apreciando os animais. Além dos animais selvagens, este dispõe também de uma quinta pedagógica, com burros, vacas e cavalos, que as crianças podem acariciar e ver mais de perto.
Além disso, encanta-me o facto de os animais não estarem tão enjaulados. A maioria encontra-se bastante visível, tendo como separador água, em vez de grades.

Os dois zoos têm parques , para que as crianças brinquem, se já estiverem saturadas de ver os animais e precisarem libertar energia.

Há , contudo, dois detalhes que poderão levar as pessoas a preferir o zoo da zona oeste: tem mais espécies de macacos e tem um aquário (que pode ser incluido no bilhete de entrada, pagando mais cinco ou seis euros). Devo dizer que o aquário não é extraordinário. É semelhante ao Aquário Vasco da Gama, em Algés, e creio que até tem menos espécies.

Em nenhum dos zoos vi show de golfinhos, araras que contam ou focas que beijam as pessoas, como no de Lisboa. Apenas a alimentação dos animais, mas são, mesmo assim, lugares interessantes e que vale a pena visitar.


Informações e desabafos sobre o Sistema de Saúde na Alemanha

Na Alemanha o Sistema de saúde funciona de forma bastante distinta.

Aqui nenhum profissional de saúde ou hospital presta atendimento gratuito e, sendo assalariado, desconta do seu ordenado cerca de dezasseis por cento para um seguro de saúde , que é obrigatório (para além dos trinta e tal por cento em descontos para outras áreas).

É obrigatório ter seguro de saúde, seja residente, turista ou desempregado.
Quem está de visita e é europeu, está coberto pelo Cartão Europeu de Saúde (lembre-se de o pedir , na Segurança Social, antes de viajar). Quem não é europeu , deve informar-se na embaixada a respeito deste assunto, para não vir a ter problemas com o visto.

Caso não trabalhe, mas seja casado(a) oficialmente e tenha filhos, o seguro de saúde do cônjuge que trabalha, cobre geralmente o núcleo familiar. Isso também é positivo.

Se vive apenas em união de facto ( que não é reconhecida na Alemanha), o seguro cobrirá apenas os filhos e se precisar de seguro de saúde para o cônjuge, este rondará , em média, os 150 euros mensais (o "pacote" mais básico) e , mesmo assim, nem sempre é fácil consegui-lo.

No meu caso, como vivo em união de facto, pediram-me um comprovativo em como não estou associada a um seguro de saúde em Portugal. Só assim me permitiriam aceder a um seguro de saúde Alemão.
Uma vez que nunca tive seguro de saúde em Portugal, porque o sistema público de saúde que temos não nos obriga a tal, não pude ter seguro de saúde, porque sem um papel de uma entidade portuguesa que diga e valide esse facto, a quadradez alemã não aceita a pessoa (mesmo pagando 150 euros mensais - é , no mínimo, bizarro).

Numa situação como esta, em que não tem seguro de saúde, peça a todos os santinhos para não adoecer e tenha muito cuidado com os médicos, se recorrer a um, pois podem enganá-lo nas contas (há muito relatos a esse respeito e eu já o vivi, quando apanhei varicela. Tive que ir a uma consulta, pois tinha vôo marcado e, para cancelar e receber uma percentagem do valor pago, tinha que apresentar um atestado médico à companhia aérea. Dirigi-me a uma médica de clinica geral, que me informou previamente que a consulta tinha um custo de trinta euros e obrigou-me a fazer análises. Eu não queria fazer as análises, pois receava que o valor aumentasse e se já sabia que o que tinha era varicela, não fazia sentido, mas tive que as fazer e a médica continuava a jurar a pés juntos que o valor a pagar não ultrapassaria os trinta euros. Em resumidas contas, no final, tive que pagar quase quinhentos euros. Reclamei, mas como não há livro de reclamações e era a palavra dela contra a minha, a senhora só me disse, com um ar muito indignado "eu disse-lhe que aqui não tinha que pagar mais de trinta euros, mas a realidade é que o laboratório é uma entidade distinta e a eles tem que pagar"). Como dizemos de forma vulgar em terras lusitanas"paguei e não bufei" (tentei, mas não deu resultado).

Além destas , já tive outras experiências pouco positivas com médicos: um pediatra, nas urgências do Hospital Virkow Klinikum que se queixou porque apareci numa sexta-feira com o meu filho (e havia menos de dez pessoas para atender na ala das urgências) , que foi incrivelmente rude e nos deixou oito horas à espera, numa sala de espera imunda (talvez tenha sido uma exceção, mas não recomendo este hospital. Dirija-se ao de Buch, que tem instalações mais limpas e gente mais educada);
a pediatra dos meus filhos expulsou-nos do gabinete porque ele começou a chorar e ela alegou que não conseguia concentrar-se e o meu marido ficou inapto para trabalhar durante dois meses, porque por negligência médica, lhe tiraram liquido da coluna , para fazer um exame, não o deixaram a repousar como seria suposto e o homem ficou sem andar durante dias e com umas dores de cabeça que, apesar de menos intensas, duram até hoje.

Assim, quando lhe vierem com aquelas balelas de que na Alemanha são tudo maravilhas e que a saúde é grátis e muito boa, não é bem assim. Não estou a dizer que o sistema de saúde seja mau (as infra-estruturas são geralmente boas, mas já no que diz respeito ao atendimento , do meu ponto de vista, deixa a desejar).

O que é realmente interessante é que, se não gostar de um médico, pode mudar para outro , sem compromissos (resta saber é se o médico tem vagas ou se terá que ficar meses, numa lista de espera, para ficar com o que escolheu).

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

5 motivos para amar ou odiar Berlim

Gostar ou não de uma cidade depende não só das condições que a mesma oferece mas, sobretudo, das expectativas e personalidade de cada um.

Enuncio então cinco razões que podem levar as pessoas que ainda não vieram a Berlim a gostar ou não da cidade.

1. A pontualidade não é um mito!

É verdade que também há quem se atrase, mas quando falamos de atrasos em Berlim, falamos de uns cinco minutos e já é considerado muito ! A única exceção são os médicos.
Quando vai tratar de assuntos burocráticos a uma entidade pública, a pontualidade é quase sempre garantida, a tal ponto que lhe agendam frequentemente uma marcação para as 9h53 ( às vezes falham por um ou dois minutos, mas nem pense atrasar-se ou poderá ter que repetir a marcação para dois meses depois. Raramente há tolerância! O tempo alheio é muito respeitado).
Se combina um encontro com um amigo ou conhecido, tente chegar a horas. É um passo muito importante, para uma amizade de sucesso. Isso não significa que chegar antes da hora também seja algo valorizado. O ideal é chegar mesmo na hora exata!


2. Em Berlim não há o " jeitinho"!

Quem de nós não está habituado ao famoso "jeitinho"?
As coisas não correm tão bem, porque nos esquecemos de um documento para as finanças ou precisávamos mesmo de alguém um pouco mais flexível. Esqueça! Aqui não há "jeitinhos"! As coisas são como são e se tem que entregar 10 documentos a uma entidade pública e só levou nove, terá que regressar noutro dia.
Tem que levantar uma encomenda nos correios , tem o cartão de cidadão , mas esqueceu-se do papel que estava na caixa do correio? Não vale a pena insistir. Tolerância zero!


3. Ser diferente é motivo de orgulho.

Marcar pela diferença parece ser algo muito apreciado, sendo por vezes levado ao extremo.
Punks, góticos, mulheres com roupa e acessórios vintage, pessoas tatuadas da cabeça aos pés ( sem exagero, algumas parecem obras de arte ambulantes. Há temas para todos os gostos, mas preferencialmente algo "hardcore", como monstros nas pernas, cruzes nos dedos das mãos e diabretes nos braços. Há tatuagens para todos os gostos e muitas vezes fazem-se acompanhar de penteados punk, mais ou menos coloridos e adornos de cabedal).
Se pensava que homens de saia só na Escócia, de vez em quando também encontra alguns a passear pela Alexander Platz , trajados de forma pouco convencional.
Aqui, mesmo no local de trabalho, as pessoas podem usar piercings, pintar o cabelo de cor de rosa, os homens podem pintar as unhas de vermelho...
Se, por acaso, tinha sono e calçou dois sapatos de cores diferentes, provavelmente ninguém se vai importar ou sequer prestar atenção a esse detalhe. Aqui , cada um é livre de ser como deseja, sem juízos de valor, mas isso não implica que falhe na limpeza. A higiene é prezada!


4. Em Berlim não há sol 230 dias por ano!

Este pode ser um grande obstáculo para um falante de língua portuguesa!
Os invernos são longos e rigorosos. Há muito frio, muita neve e os verões podem simplesmente durar menos de um mês e depois contente-se com nuvens e chuva. Lá há um ou outro mais soalheiro, mas nada que se compare à longevidade de um verão em Portugal ou no Brasil. Além disso há muitos bairros "cinzentos", desprovidos de cor , o que dá à cidade um tom um pouco austero.


5. Pausa para o cafezinho? O que é isso? No trabalho, trabalha-se!

Aqui quando se trabalha, trabalha-se a sério. Durante o horário de trabalho não há pausas para tomar café ou comer um bolo ( só para fumar e, mesmo assim, convém fazê-lo com alguma moderação. Há empresas que chegam a pagar mais a quem não fuma, por se considerar que é mais produtivo).
Se quer estabelecer diálogo com o seu colega de trabalho, evite! No horário de trabalho só se fala do que se está a fazer e só se for mesmo necessário. A sua concentração deve estar direcionada para a tarefa que está a desempenhar. Se pensa fazer amizades no trabalho, talvez fora do horário laboral consiga. Caso contrário, procure fazer amigos noutro sítio!



quinta-feira, 28 de julho de 2016

Kindergeld: o que é e como consegui-lo?

Kindergeld é o que nós chamamos ,em Portugal , de abono familiar.

A ele têm direito os progenitores de jovens com a idade compreendida entre os 0-18 anos de idade.

Todos têm direito a receber este subsídio familiar, independentemente do salário que se obtém ou da nacionalidade.

O único requisito é que o seu filho/educando resida na Alemanha ou dentro da Comunidade Económica Europeia. Assim, se uma mãe vive com os filhos em Portugal, mas o marido trabalha na Alemanha, também tem direito a receber o abono familiar Alemão, em vez do Português ( que é muito mais modesto).

Para isso tem duas opções: ou se dirige à Familienkasse mais perto de si ou ,através da Internet, preenche o formulário disponível e faz o respetivo pedido. Clique em formulário para ter acesso ao mesmo.

Caso queira receber o Kindergeld noutro Estado Membro , ser-lhe-á pedido pela entidade responsável, o formulário E-411, um certificado emitido pelo país de origem, no qual se especificam as ajudas monetárias que recebe, por ter filhos.

Na Alemanha o abono dá realmente para pagar as fraldas, a comida da criança  e , se não abusar nos gastos, ainda pode comprar roupa e brinquedos.

Pelo primeiro e segundo filhos recebe mensalmente 184€ ( por cada um), a partir do terceiro filho o abono aumenta para 190€ e do quarto em diante recebe 215€, com um limite de sete filhos. Imaginemos que tem três filhos. Receberá 184€+184€+190€ = 558€ mensais.

Este abono é válido até aos 18 anos e , no caso de o seu educando continuar a estudar, mas não trabalhar ( ou se trabalhar, mas receber uma quantia muito modesta), pode continuar a receber
Kindergeld até aos 25 anos de idade.
Se o seu filho é maior de idade, não estuda nem trabalha, mas está inscrito no Centro de Emprego para procura de trabalho, tem direito ao subsídio até aos 21 anos.

Caso já tenha feito a inscrição para receber o Kindergeld , mas ainda não tenha recebido o montante, confirme na Familienkasse se falta alguma informação ou documento.

Nós esperámos quase um ano, para receber o abono do nosso filho que nasceu em Portugal, porque faltava preencher um campo com um número ( e acredite que ninguém lhe vai dizer nada. Você é que tem que perguntar e tentar saber o que se passa). Se a criança já tiver nascido na Alemanha é, por norma, mais rápido .

A parte boa é que é retroativo, ou seja, se preencheu os papéis para receber o abono 12 meses antes, quando o receber, recebe todo o montante do tempo que esteve à espera.








quarta-feira, 27 de julho de 2016

O amor pela Natureza e pela cultura "BIO"

Berlim é a cidade mais verde da Europa.

Há espaços verdes em todos os bairros e é visível o amor e o respeito que grande parte dos cidadãos têm em relação à Natureza através das flores nas janelas e nos canteiros das ruas, quando chega a Primavera; as casas para pássaros em árvores e varandas; as quintas pedagógicas que permitem aos jovens, desde tenra idade, conhecer e aprender a valorizar os animais.

Existe também uma espécie de obsessão por produtos biológicos.
Em todos os supermercados podemos encontrar os produtos alimentares mais variados com a classificação "BIO": cereais, batatas, tomates, bananas, ovos, carne de vaca, leite, iogurtes. Toda uma gama de produtos, que tem imenso sucesso.

Nas ruas e estações de comboio vêm-se frequentemente quiosques de uma empresa que vende apenas morangos biológicos. Quase todos os dias o stock esgota e cada caixa de meio quilo de morangos é quase 5€!

Há, em Berlim, uma preocupação em consumir apenas o que é saudável e incentivam-se miúdos e graúdos a ter um corpo são. Por exemplo, em Portugal , na pausa para o recreio, é frequente  as crianças comerem pão com manteiga , bolos ou snacks como o "Kinder Bueno".
Aqui comem pedaços de fruta e de vegetais cruos, que se podem comprar já em pacotes, no supermercado, bolachas de arroz ou milho ou pães com sementes.

As papas para bebés e a maioria dos produtos não têm adição de açúcar nem de sal, o que devo dizer, me surpreendeu pela positiva, mas também me fez refletir sobre qual o porquê de em Portugal continuarmos a dar aos nossos bebés e crianças papas, iogurtes, purés de fruta e outros produtos, com tanto açúcar!

O BIO também está presente na indumentária, em particular, nas roupas para crianças. Algumas boutiques vendem apenas roupa de algodão biológico, o que faz disparar os preços de forma exorbitante, mas é BIO e tem saída!