Aqui nenhum profissional de saúde ou hospital presta atendimento gratuito e, sendo assalariado, desconta do seu ordenado cerca de dezasseis por cento para um seguro de saúde , que é obrigatório (para além dos trinta e tal por cento em descontos para outras áreas).
É obrigatório ter seguro de saúde, seja residente, turista ou desempregado.
Quem está de visita e é europeu, está coberto pelo Cartão Europeu de Saúde (lembre-se de o pedir , na Segurança Social, antes de viajar). Quem não é europeu , deve informar-se na embaixada a respeito deste assunto, para não vir a ter problemas com o visto.
Caso não trabalhe, mas seja casado(a) oficialmente e tenha filhos, o seguro de saúde do cônjuge que trabalha, cobre geralmente o núcleo familiar. Isso também é positivo.
Se vive apenas em união de facto ( que não é reconhecida na Alemanha), o seguro cobrirá apenas os filhos e se precisar de seguro de saúde para o cônjuge, este rondará , em média, os 150 euros mensais (o "pacote" mais básico) e , mesmo assim, nem sempre é fácil consegui-lo.
No meu caso, como vivo em união de facto, pediram-me um comprovativo em como não estou associada a um seguro de saúde em Portugal. Só assim me permitiriam aceder a um seguro de saúde Alemão.
Uma vez que nunca tive seguro de saúde em Portugal, porque o sistema público de saúde que temos não nos obriga a tal, não pude ter seguro de saúde, porque sem um papel de uma entidade portuguesa que diga e valide esse facto, a quadradez alemã não aceita a pessoa (mesmo pagando 150 euros mensais - é , no mínimo, bizarro).
Numa situação como esta, em que não tem seguro de saúde, peça a todos os santinhos para não adoecer e tenha muito cuidado com os médicos, se recorrer a um, pois podem enganá-lo nas contas (há muito relatos a esse respeito e eu já o vivi, quando apanhei varicela. Tive que ir a uma consulta, pois tinha vôo marcado e, para cancelar e receber uma percentagem do valor pago, tinha que apresentar um atestado médico à companhia aérea. Dirigi-me a uma médica de clinica geral, que me informou previamente que a consulta tinha um custo de trinta euros e obrigou-me a fazer análises. Eu não queria fazer as análises, pois receava que o valor aumentasse e se já sabia que o que tinha era varicela, não fazia sentido, mas tive que as fazer e a médica continuava a jurar a pés juntos que o valor a pagar não ultrapassaria os trinta euros. Em resumidas contas, no final, tive que pagar quase quinhentos euros. Reclamei, mas como não há livro de reclamações e era a palavra dela contra a minha, a senhora só me disse, com um ar muito indignado "eu disse-lhe que aqui não tinha que pagar mais de trinta euros, mas a realidade é que o laboratório é uma entidade distinta e a eles tem que pagar"). Como dizemos de forma vulgar em terras lusitanas"paguei e não bufei" (tentei, mas não deu resultado).
Além destas , já tive outras experiências pouco positivas com médicos: um pediatra, nas urgências do Hospital Virkow Klinikum que se queixou porque apareci numa sexta-feira com o meu filho (e havia menos de dez pessoas para atender na ala das urgências) , que foi incrivelmente rude e nos deixou oito horas à espera, numa sala de espera imunda (talvez tenha sido uma exceção, mas não recomendo este hospital. Dirija-se ao de Buch, que tem instalações mais limpas e gente mais educada);
a pediatra dos meus filhos expulsou-nos do gabinete porque ele começou a chorar e ela alegou que não conseguia concentrar-se e o meu marido ficou inapto para trabalhar durante dois meses, porque por negligência médica, lhe tiraram liquido da coluna , para fazer um exame, não o deixaram a repousar como seria suposto e o homem ficou sem andar durante dias e com umas dores de cabeça que, apesar de menos intensas, duram até hoje.
Assim, quando lhe vierem com aquelas balelas de que na Alemanha são tudo maravilhas e que a saúde é grátis e muito boa, não é bem assim. Não estou a dizer que o sistema de saúde seja mau (as infra-estruturas são geralmente boas, mas já no que diz respeito ao atendimento , do meu ponto de vista, deixa a desejar).
O que é realmente interessante é que, se não gostar de um médico, pode mudar para outro , sem compromissos (resta saber é se o médico tem vagas ou se terá que ficar meses, numa lista de espera, para ficar com o que escolheu).
É obrigatório ter seguro de saúde, seja residente, turista ou desempregado.
Quem está de visita e é europeu, está coberto pelo Cartão Europeu de Saúde (lembre-se de o pedir , na Segurança Social, antes de viajar). Quem não é europeu , deve informar-se na embaixada a respeito deste assunto, para não vir a ter problemas com o visto.
Caso não trabalhe, mas seja casado(a) oficialmente e tenha filhos, o seguro de saúde do cônjuge que trabalha, cobre geralmente o núcleo familiar. Isso também é positivo.
Se vive apenas em união de facto ( que não é reconhecida na Alemanha), o seguro cobrirá apenas os filhos e se precisar de seguro de saúde para o cônjuge, este rondará , em média, os 150 euros mensais (o "pacote" mais básico) e , mesmo assim, nem sempre é fácil consegui-lo.
No meu caso, como vivo em união de facto, pediram-me um comprovativo em como não estou associada a um seguro de saúde em Portugal. Só assim me permitiriam aceder a um seguro de saúde Alemão.
Uma vez que nunca tive seguro de saúde em Portugal, porque o sistema público de saúde que temos não nos obriga a tal, não pude ter seguro de saúde, porque sem um papel de uma entidade portuguesa que diga e valide esse facto, a quadradez alemã não aceita a pessoa (mesmo pagando 150 euros mensais - é , no mínimo, bizarro).
Numa situação como esta, em que não tem seguro de saúde, peça a todos os santinhos para não adoecer e tenha muito cuidado com os médicos, se recorrer a um, pois podem enganá-lo nas contas (há muito relatos a esse respeito e eu já o vivi, quando apanhei varicela. Tive que ir a uma consulta, pois tinha vôo marcado e, para cancelar e receber uma percentagem do valor pago, tinha que apresentar um atestado médico à companhia aérea. Dirigi-me a uma médica de clinica geral, que me informou previamente que a consulta tinha um custo de trinta euros e obrigou-me a fazer análises. Eu não queria fazer as análises, pois receava que o valor aumentasse e se já sabia que o que tinha era varicela, não fazia sentido, mas tive que as fazer e a médica continuava a jurar a pés juntos que o valor a pagar não ultrapassaria os trinta euros. Em resumidas contas, no final, tive que pagar quase quinhentos euros. Reclamei, mas como não há livro de reclamações e era a palavra dela contra a minha, a senhora só me disse, com um ar muito indignado "eu disse-lhe que aqui não tinha que pagar mais de trinta euros, mas a realidade é que o laboratório é uma entidade distinta e a eles tem que pagar"). Como dizemos de forma vulgar em terras lusitanas"paguei e não bufei" (tentei, mas não deu resultado).
Além destas , já tive outras experiências pouco positivas com médicos: um pediatra, nas urgências do Hospital Virkow Klinikum que se queixou porque apareci numa sexta-feira com o meu filho (e havia menos de dez pessoas para atender na ala das urgências) , que foi incrivelmente rude e nos deixou oito horas à espera, numa sala de espera imunda (talvez tenha sido uma exceção, mas não recomendo este hospital. Dirija-se ao de Buch, que tem instalações mais limpas e gente mais educada);
a pediatra dos meus filhos expulsou-nos do gabinete porque ele começou a chorar e ela alegou que não conseguia concentrar-se e o meu marido ficou inapto para trabalhar durante dois meses, porque por negligência médica, lhe tiraram liquido da coluna , para fazer um exame, não o deixaram a repousar como seria suposto e o homem ficou sem andar durante dias e com umas dores de cabeça que, apesar de menos intensas, duram até hoje.
Assim, quando lhe vierem com aquelas balelas de que na Alemanha são tudo maravilhas e que a saúde é grátis e muito boa, não é bem assim. Não estou a dizer que o sistema de saúde seja mau (as infra-estruturas são geralmente boas, mas já no que diz respeito ao atendimento , do meu ponto de vista, deixa a desejar).
O que é realmente interessante é que, se não gostar de um médico, pode mudar para outro , sem compromissos (resta saber é se o médico tem vagas ou se terá que ficar meses, numa lista de espera, para ficar com o que escolheu).
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